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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Ambientalistas: humanistas ou maquiavelistas?

As discussões sobre o comportamento do clima e as origens que afetam o meio-ambiente e a possível destruição das condições de sobrevivência da vida humana no planeta terra, que sempre foram relacionadas à emissão de poluentes na atmosfera pelas diferentes formas de produção e hábitos de consumo da sociedade atual, começam a ser contestadas por grupos de estudiosos que apresentam, como contrapartida, uma teoria que acredita que o clima está passando por uma mudança cíclica e natural. Tudo não passaria de movimentos construidos por alarmistas e/ou golpistas.
Independentemente das razões, penso que temos razões de sobra para apoiarmos os movimentos que visam ações que despoluam rios, preservem matas, espécies animais e vegetais; que modifiquem hábitos que levem à beligerância; que modifiquem a economia geradora do desequilíbrio social e a pior das suas conseqüências: a vida indigna daqueles que ela exclui.
Resumidamente, penso que não podemos, ao menos enquanto não tivermos mais clareza sobre os riscos que corremos, deixar de considerar e comparar as seguintes possibilidades e confrontos:
1.Respeito/inteligência x sandice/”vagabundisse”: preservar e não poluir, penso, não faz mal a ninguém. Ou será que existe alguém que prefira um rio podre a um rio limpo, uma cidade imunda a uma cidade saudável? É um gesto inteligente não preservar, poluir? Será que não percebemos de que as espécies, desde o bíblico Noé, são preservadas e fundamentais para a sobrevivência da nossa espécie? Ou existe aí alguém que domine a ciência de tal forma que sabe como o ser humano pode sobrevir num mundo sem a sua herança ambiental? Ou existe alguém em seu pleno juízo, e não um desinformado qualquer, que, por puro desleixo e “vagabundisse”, seja capaz de abrir mão e cometer a sandice de destruir este monumental e importante arquivo de informações sobre o desenvolvimento das espécies, do qual conhecemos ainda muito pouco?
2. Planos humanitários x Maquiavelismos: Concordo que existem movimentos sérios e humanitários, preocupados seriamente com o futuro da raça humana. Mas existem também outros movimentos (muitos), travestidos de defensores da raça humana, que visam somente se locupletar e servir para que corporações, estas sim com outros interesse e descomprometidos com o ser humano em geral, dominem vastas áreas de terra e suas riquezas, entre elas a Amazônia. A questão é: como identifica-los e quantifica-los? Penso que, antes de mais nada, devemos deixar de lado a postura de torcedor e ter uma postura crítica perante o problema. Talvez possamos, a partir deste novo olhar, enxergar coisas que até então não conseguíamos enxergar.

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