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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Paulo Freire e a Pedagogia da Autonomia

O que Freire (1996. p.19/22) nos propõe ao escrever este texto, é de que o docente deve se formar com capacidade de poder ter autonomia de produzir o currículo, com base no conhecimento da matéria e das técnicas que ele utilizará para formar o seu aluno. A matéria deve dar espaços e oportunidades a todas as classes sociais, a todos os gêneros, raças e manifestações culturais, sem fundamentalismos, mas sim dando oportunidade para que todos os pontos de vista possam ser permanentemente discutidos, rediscutidos, ampliados, modificados. O objetivo deve ser o de formar o indivíduo, com base na liberdade de pensamento e expressão, com sentimentos voltados ao sonho, à utopia, na possibilidade de se criar um mundo melhor, no conhecimento científico e na ética. Não na ética de mercado, oportunista e individual, mas sim na ética universal, que leva em consideração a necessidade do conjunto. Não apenas treinar o sujeito, que será uma marionete consumista, sem personalidade, cheio de incertezas e posições que não passarão de ingênuas e sem fundamentos. A responsabilidade do docente é com o mundo. O mundo pode ser modificado a partir do sujeito: para melhor ou para pior. As posições do sujeito que acredita num mundo melhor, devem ser firmes, mas não terroristas ou curvadas ao lucro fácil e dominadas por uma cultura centralizadora imperialista. Os acontecimentos no mundo não devem ser aceitos como se já estivessem pré-determinados. A fatalidade não existe e os problemas do mundo podem ser resolvidos. A mão que poderá conduzir esta reconstrução é a do docente.
(Texto desenvolvido na disiclipna - Profissão Docente: Instituições e Políticas Educacionais, orientado pela profª Dra. Marli Mallmann - Unisinos – São Leopoldo - 2005)

BIBLIOGRAFIA: FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Editora Paz e Terra. Rio de Janeiro. 2001.

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