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terça-feira, 25 de setembro de 2007

Sustentabilidade (Verde que te quero verde)

Quando chamamos a atenção para a necessidade de preservarmos a natureza e a sobrevivência das espécies, de se pensar um agir no mundo de forma sustentável, defendemos, antes de tudo, a preservação da vida humana no planeta terra. Mais do que isso: chamamos a atenção para os resultados prováveis que as opções que temos podem nos levar - preservar e viver com qualidade ou perecer aos poucos e viver sem qualidade até o fim dos nossos dias. Aquele que diz que, “quem defende uma vida sustentável é contra o ser humano”, não compreendeu ainda a gravidade da situação em que nos encontramos ou não sabe ou não quer distinguir projetos e idéias sérias de discursos vazios e interesseiros. Não é possível classificar como “homo sapiens” as pessoas que, perante o quadro catastrófico em que vivemos, continuem a defender a exploração gananciosa e irresponsável dos recursos naturais e da mão de obra humana, com o fim único do lucro fácil e da contemplação de interesses pessoais e mesquinhos. Menos ainda, aceitar a idéia de que, para que uma parcela da humanidade sobreviva com qualidade, a outra deva perecer ou ser sacrificada. Ou alguém ainda se imagina pertencer a uma casta “superior” ou “escolhida”?
A esperança que podemos ter, é que nós, seres-humanos, aparentemente, temos como qualidade a capacidade de antever o caos e desejar um tratamento ético, reagindo a tempo e nos dando em conta de que a ética, para existir, exige um caminho de duas vias – quem a deseja deve também ofertá-la. Para que isto ocorra, não basta apenas uma ecologia ambiental: é necessária também uma ecologia mental. Nela, todos aqueles que acreditam que a sustentabilidade é o caminho a ser tomado para que se garanta a preservação da nossa e das demais espécies, mobilizem-se ainda mais.
Mostrar os sinais da tragédia que se aproxima, torna-se fundamental para despertar a razão da e contra a turba humana que se comporta de forma egoisticamente irracional e é diretamente responsável pelos desequilíbrios sócio-ambientais que enfrentamos. Os desonestos e vigaristas, os drogadores e drogados, os ladrões e assassinos, os corrompidos e corruptores, os exploradores das fraquezas humanas, enfim, todas estas bestas humanas devem ser convencidas, pelo mal, sofrimento e desconforto que causam a todos nós, a mudar o seu comportamento imoral, ilegal e irresponsável. Do contrário, devem ser impedidas ou imobilizadas por ações legais.
É necessário que aqueles que acreditam ser possível e imprescindível compartilhar o bem-estar com o maior número de pessoas num ambiente onde impere o respeito mútuo e onde os recursos naturais sejam preservados, saiam da passividade e tomem uma posição. Do contrário, legitimam as ações daqueles que estão somente preocupados com conquistas e confortos imediatos e corporativistas, manipulando, explorando e exterminando tudo e todos os que os atrapalhem na construção de um mundo “confortável” destinado para os “escolhidos” ou àqueles que o "mereçam".
Qual a posição a tomar? Quem acredita na sustentabilidade, que possibilita que se viva uma vida plena e de qualidade, ao invés de uma existência medíocre e sem qualidade, deve abandonar o discurso e tomar uma posição já. Amanhã já pode ser tarde. Eu já tomei a minha e parti para a ação. E você?
1] Artigo publicado também com o título “Verde que te quero verde”.




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