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sábado, 21 de julho de 2007

1. Como as diferentes áreas do conhecimento têm lidado com a política cultural?

Trabalho para a disciplina de Cultura, Diferença e Educação
Professora: Fernanda Wanderer
Autores: Léo Jorge Philippsen e Luiz Fernando de Moraes Mello - Acadêmicos de Filosofia

Quando Costa (1998, p.1) escreve, “a característica mais importante deste novo campo [estudos culturais] talvez seja a de contestar certas concepções culturais hegemônicas, subvertendo os territórios disciplinares tradicionais e mantendo um longo compromisso com populações culturalmente marginalizadas”, ela nos leva às seguintes questões: Quais as concepções culturais hegemônicas ? (todas dominadoras ou algumas em especial ?). Com que objetivo ? (integrar as marginalizadas ou marginalizar as integradas em detrimento das atuais marginalizadas ?). De que forma ? (a “marteladas” ou com argumentos científicos ?). Quais os reflexos ? (da transferência, concentração ou igualdade de poder?). Como compreender e separar a seleção e o desenvolvimento natural das espécies, entre elas a do ser humano e de novas culturas, fazendo uma relação entre a intervenção natural com a não natural ? (a intervenção ou a proteção não produzirá apenas a troca de lado do poder ? ela será representativa ? como convencer aqueles, que por razões diversas mantém o poder, em abrir mão das suas conquistas ?) Quando Costa (1998) contesta a hegemonia de certas culturas, o papel de domínio que o conhecimento sobre os indivíduos governados produz, do estabelecimento de realidades por aqueles que tem o poder de escreve-las (e divulga-las), de criar tipos nomeando-os ou marcando-os como seres inferiores (ou como bandidos ou mocinhos), de rotular movimentos por sua aparência e não pela sua essência (sem terra, sem teto), de criar um sem número de atos impregnados de um número maior de produção de subjetividade (novelas, cinema, propagandas, “crianças esperança”), ela vê como caminho para a diminuição destas desigualdades, a necessidade de que contestemos estas arbitrariedades, divulgando o lado da história dos excluídos e suas variações infinitas. A missão do docente que deseja um mundo mais justo, de menos miséria material e cultural, com mais harmonia e equilíbrio, é a de incluir esta matéria em seu currículo escolar.

Referência bibliográfica
COSTA, Marisa Vorraber . Política cultural na escola. In: Novo Hamburgo : Jornal NH na escola, 09.05.1998.

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